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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Crô, sucesso de Marcelo Serrado na novela 'Fina estampa', vai brilhar no cinema


Na segunda-feira de carnaval, Marcelo Serrado se viu multiplicado em 270. É que a sua mais famosa criação televisiva, o personagem Crô, da novela “Fina estampa” (2011), foi usado como fantasia pelos ritmistas da São Clemente. A escola, que ficou em 10º lugar, desfilava um enredo em homenagem à telenovela brasileira e havia escolhido a bateria — coração de toda agremiação — como ala ideal para o tributo. Uma semana antes da farra de Crô na Sapucaí, o ator não escondia a ansiedade pelo desfile e nem os planos para o personagem, que será o protagonista de um longa-metragem que começa a ser rodado em abril pelo cineasta Bruno Barreto.

— Crô não podia ficar apenas na novela. A repercussão foi enorme, ganhei uma série de prêmios com ele e se tornou, realmente, um dos personagens mais importantes da minha carreira — diz Serrado.

O longa vai narrar a história do mordomo Crodoaldo Valério e sua busca por uma nova patroa.

— A bicha está rica, morando em São Paulo, mas está deprimida porque precisa achar uma nova patroa para mandar nela — conta o ator. — Então, o filme a acompanha fazendo uma série de testes para saber quem vai ser a nova patroa. Ela quer alguém que a maltrate.

A irreverência exuberante de Crô confirmou não apenas os dotes cômicos de Serrado como a autoralidade que ele imprime em seus personagens.

— Sempre improviso, invento cacos e o Aguinaldo (Silva) e o Wolf (Maia) me estimulavam a fazer isso com o Crô — diz, referindo-se ao autor e ao diretor da novela.

O incentivo não era em vão, tanto que, fora das telas, o ator sente-se cada vez mais autor. Se, em 2010, Serrado se arriscou pela primeira vez num monólogo — “Não existe mulher difícil”, de Lucio Mauro Filho, que segue em cartaz no Teatro dos Grandes Atores, na Barra, até o próximo dia 24 —, agora ele se coloca à prova como dramaturgo, com a estreia de outro solo, “Tudo é tudo e nada é nada”, em cartaz desde o último dia 11 no Teatro do Leblon, com direção de Rubens Camelo.

— Estreei “Não existe...” sem saber se era boa ou não, porque não tem comédia mais ou menos. Ou ela é engraçada ou não é. Quando vi, estava lotando os maiores teatros do país, foi um blockbuster — conta ele, que acumula mais de 200 mil espectadores em dois anos de temporada. — Ali ganhei a confiança de que precisava para encarar a plateia sozinho, vi que podia brincar e, principalmente, errar. Acho que a experiência me deixou mais solto. Agora, o desafio é outro.

Textos inéditos a caminho
Com “Tudo é tudo...”, Serrado dá partida em uma série de três novas peças, todas escritas por ele e que devem entrar em cartaz até 2014. A próxima será “A história dos amantes”, que estreia em outubro. A peça é uma comédia rasgada sobre três amigos tijucanos que relatam suas inusitadas experiências e decepções amorosas.

— Investigo historicamente a evolução do homem e sua eterna busca por uma mulher até chegar a esses três amigos completamente loucos. Um é apaixonado por gordas, varizes e estrias; o outro não consegue transar com a mulher, que está grávida; e o outro se apaixonou por uma mulher numa suruba.

Adireção de “A história dos amantes”, assim como a de “Não existe mulher difícil”, é de Otávio Müller, que também comandou o ator em “No retrovisor” (2007), comédia de Marcelo Rubens Paiva que também será levada ao cinema, com previsão de estreia em 2014 e direção de Mauro Mendonça Filho.

— Marcelo e Otávio foram grandes incentivadores para que eu escrevesse — diz Serrado, que em 2011 venceu o prêmio de melhor ator em Paulínea pelo filme “Malu de bicicleta”, baseado em livro de Rubens Paiva. — Eles sempre me deram liberdade e me incentivaram a trazer elementos para a cena, para o personagem. Foi assim que começou a nascer o autor, a vontade de escrever. Em “No retrovisor” e “Não existe mulher...”, o Otávio provocava, e eu mexia no texto. A gente se entende, e no caos dele eu consigo extrair o melhor.

E foi entre o caos e a comédia que Serrado pensou em “A história dos amantes”, tendo como inspiração o coletivo britânico Monty Python.

— Eles são uma grande referência, muito pelo sarcasmo, por aquelas situações malucas, pelos diálogos surreais. Acho que a peça também quebra barreiras, tem um pouco da loucura deles misturada à agilidade dos diálogos do (Harold) Pinter. É a primeira peça em que os críticos poderão me avaliar como autor — diz.

Para 2014, Serrado planeja a estreia de outro solo de sua autoria, “Dizem que sou louco por amar assim”, que terá direção de Ney Latorraca.

— Acho esse o meu melhor texto — diz o ator/ator. — É uma história mais densa, que acompanha a vida de um cara que passa um ano trancado em casa após o fim de um relacionamento. Acho, sinceramente, que jamais poderia escrever essas peças se não tivesse lido e estudado Pinter, Ionesco, Aristófanes, as tragédias. Todo ator precisa ler. Não adianta ter um rosto interessante, e acho que essa consciência me ajudou na carreira.

Mas, antes da estreia de seus novos textos, na próxima segunda-feira Serrado começa a ensaiar uma nova peça, “Rain man”, uma adaptação do longa dirigido por Barry Levinson, em 1988. Na encenação, o ator viverá o autista interpretado por Dustin Hoffman nas telas. A direção é de José Wilker, e a estreia será no dia 5 de abril, em São Paulo, chegando ao Rio em julho, no Teatro dos 4.

— A partir de agora estou completamente dedicado ao “Rain man”. É um grande papel, entre o cômico e o trágico.

José Wilker diz o que planeja extrair do ator.

— Assim como eu foco no texto da peça, sugeri ao Marcelo que não pense no trabalho do Dustin Hoffman — diz o diretor. — São tipos físicos completamente diferentes, um não cabe no outro. Vamos construir o personagem a partir da inteligência e das informações que ele (Serrado) trouxer. É um grande ator, tudo depende do nosso mergulho no trabalho.

Paralelamente aos novos planos, o ator planeja viajar pelo país com “Tudo é tudo e nada é nada”, que chega a São Paulo a partir de abril, junto com “Rain man”, e segue até o fim do ano. Mais um blockbuster à vista?

— Não dá para saber. Mas sei que não devo parar.

No solo, o ator revisita suas próprias experiências profissionais e afetivas, e brinca com seus altos e baixos.

— Falo de sucesso e fracasso, e lembro, por exemplo, de um fracasso que montei com o Abujamra, um texto do Sartre — conta. — O Abu me dizia: “Marcelo, o fracasso dá caráter”. Pra ser ator, já tive de fazer uma cenoura, cantei “Brota, brota, sementinha...” em peça infantil. Tenho muito caráter.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/cro-sucesso-de-marcelo-serrado-na-novela-fina-estampa-vai-brilhar-no-cinema-7593076#ixzz2L5ZMANxc

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Arrastão da Ressaca neste sábado em Gargaú

A animação na praia de Gargaú, litoral de São Francisco de Itabapoana, não terminou na terça-feira de carnaval. Promovido pela Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio, acontecerá neste sábado, dia 16, o Arrastão da Ressaca, com participação do Bloco Band Elétrico e show da dupla Júlio e Maycon.

Marcado para ter início às 17h, a concentração acontecerá nas na Avenida Principal de Gargaú. Em seguida o trio elétrico percorrerá algumas ruas da comunidade, com destino final nas imediações do Gargaú Praia Clube.

Uma das grandes atrações da folia no município, desfilando no sábado de carnaval na praia de Santa Clara, o bloco Band Elétrico fecha a programação de verão com mais um desfile. Já a dupla Julio e Maycon, com repertório baseado no sertanejo universitário e no arrocha, também foi destaque no mês de janeiro e nos dias de folia em São Francisco

- Esse evento tem como propósito fechar com chave de ouro o verão, que registrou um púbico recorde em nosso município, com destaque para o período de carnaval. A previsão é que um grande número de pessoas, entre moradores do município e visitantes, volte às ruas para se divertir neste sábado - destacou André Ricardo de Azevedo Campos, secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio.

Ascom - SFI

Polícia Militar divulga balanço do carnaval no Norte Fluminense: 70 presos

A Polícia Militar divulgou o balanço das ocorrências registradas durante o carnaval no Norte Fluminense. Os dados são de sexta-feira (08) até a quarta-feira (13) e referentes às quatro cidades cobertas pelo 8º Batalhão da Polícia Militar, sendo elas, Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis e São João da Barra.

No total, 70 pessoas foram presas. Pelo menos 46 por tráfico de drogas. Cerca de 29 adolescentes foram presos cometendo diversos tipos de crimes, e mais de três quilos de drogas foram apreendidas, entre maconha, crack e cocaína.

Também segundo a polícia, quase cinco mil talões do jogo do bicho foram recolhidos. Também foram apreendidos CDs e DVDs falsificados, num total de 419 cópias. Em relação ao número de carros roubados, 15 foram recuperados e 13 armas de fogo retiradas de circulação durante o carnaval.


Campos 24 Horas

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Número de mortos em rodovias do Rio cai 70% neste carnaval

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a PM divulgaram nesta quinta-feira balanços dos acidentes nas estradas estaduais e federais do Rio durante o carnaval. De acordo os dados, ao todo foram registrados 447 acidentes durante os dias de folia, sendo 170 em rodovias estaduais e 277 nas federais. Foram 134 feridos e cinco mortos nas estradas federais, e 114 feridos e dois mortos na estradas estaduais. No mesmo período de 2012, foram registrados 562 acidentes, 337 feridos e 24 mortos. A PRF atribui a redução do número de mortos, que foi de 70%, ao trabalho em conjunto na Operação Rodovida, em que atua junto à Polícia Militar, ao Detro e à Agência Nacional de Trânsito em cidades próximas a rodovias e ao aumento da fiscalização em áreas de risco.

Cerca de 4700 motoristas foram parados por suspeita de dirigirem embriagados, tanto na operação especial quanto em ações apenas da PRF. O número de fiscalizações é mais que o dobro do ano passado, quando foram parados 2017 motoristas. Entretanto, o número de autuações não subiu muito: foram 56 autuados em 2012, contra 62 neste ano. Ano passado foram presos 14 motoristas em flagrante. Neste ano, o número caiu para dez. A PRF afirma que a redução ocorreu porque muitos motoristas teriam sido parados ainda pela PM nos acessos das cidades que ficam às marges da rodovia, como parte da operação especial.

Outro motivo da redução do número de mortes, segundo a PRF, seria o aumento do seu efetivo: houve um acréscimo de 30% no número de policiais nas rodovias federais neste carnaval. Segundo a assessoria da PRF, o trabalho foi feito de forma planejada, com o apoio de motociclistas e helicópteros. Embora a PRF não tenha divulgado o número de multas de 2012, afirma que o deste ano foi maior, quando foram multados 4707 motoristas Das multas da operação Carnaval 2013, pouco mais da metade seria por tráfego no acostamento, com a maior parte do restante dividida em ultrapassagem em local proibido e estacionamento em local irregular.

RJ-116, Ponte Rio-Niterói e Via Lagos receberam 840 mil veículos
Os dados das concessionárias das estradas federais do Rio confirmam a redução no número de acidentes. Na Via Lagos, que recebeu 295 mil veículos no período do carnaval, o número de ocorrências caiu 29% em relação ao ano passado, com uma redução de 33% no número de vítimas. O socorro médico da concessionária atendeu uma vítima com gravidade durante toda a semana.

Na Ponte Rio-Niterói, a concessionária afirma que houve uma redução de 45% no número de acidentes, sendo que este ano ocorreram 22 colisões, todas sem gravidade. Cerca de 460 mil veículos passaram pela Ponte em direção à Niterói e à Região dos Lagos. Para o domingo são esperados 76 mil veículos seguindo para o Rio. Já a RJ-116 não divulgou dados sobre acidentes, apenas que 145 mil veículos passaram pela via no carnaval.

Na BR-101/Norte, onde morreram quatro das sete vítimas deste carnaval, foram 77 acidentes e 46 feridos – uma redução de 21% e 15%, respectivamente, na comparação com 2012, quando foram registrados 98 acidentes e 51 feridos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/numero-de-mortos-em-rodovias-do-rio-cai-70-neste-carnaval-7582036#ixzz2Kv5LZWOf

Número de mortes nas rodovias federais é o menor em 10 anos, diz PRF

A Polícia Rodoviária Federal registrou queda nas estatísticas do Carnaval nos 70 mil quilômetros de rodovias federais brasileiras. Entre zero hora de sexta-feira (08) e meia noite de Quarta-feira de Cinzas, a PRF computou queda de 18% no número de mortes, de 19% no total de feridos e de 10% no número de ocorrências. Em seis dias de operação, foram 3.149 acidentes, com 157 mortes e 1.793 feridos. Em 2012, a PRF contabilizou 3.499 acidentes, com 192 mortes e 2.207 feridos.

Em Campos e região a PRF atuou nas BRs 101 e 356. Do dia três de fevereiro, quando foi iniciada a Operação Carnaval, até a meia noite de quarta-feira foram registrados 19 acidentes e nenhum óbito. Em 2012 foram 22 acidentes e também nenhuma morte registrada.

“Mantivemos zerado o número de óbitos, sem falar que a queda no número de acidentes é bastante significativa”, explicou Iuri Guerra, chefe da PRF no município, salientando que em seis anos, desde que começou a contabilizar a estatística de Carnaval na região, esse é o melhor resultado.

Com o endurecimento da Lei Seca, o foco principal da Polícia Rodoviária Federal no Carnaval foi na fiscalização de alcoolemia. Nos seis dias de folia, a PRF realizou 86.224 testes de etilômetros, aumento de 183% em relação a 2012 (30.425 testes, 1.410 autuações). No total, 1.932 condutores foram autuados e tiveram suas carteiras de habilitação recolhidas. Destes, 607 foram presos em flagrante por crime de trânsito.

Iuri explicou que nos seis dias de operação deste ano foram aplicadas sete multas por alcoolemia e duas prisões. Já em 2012, foram 19 multas e oito prisões.

“A fiscalização foi maior este ano. Com esse balanço concluímos que tá diminuindo o número de pessoas que pegam estrada após ingerir bebida alcoólica”, disse. 

O Projeto RodoVida, pelo qual foram realizados os comandos de operação no Carnaval segue até domingo. Segundo Iuri, posteriormente será realizada uma reunião na Superintendência da PRF no Rio para saber como o projeto continuará.

“O RodoVida é um projeto excelente, pois além da fiscalização temos o trabalho de conscientização da população que é feito através de palestras e exibição de vídeos que tratam da realidade de acidentes nas estradas. Mas, aqui na região anteriormente ao RodoVida, já fazíamos um trabalho muito bom de integração com a Polícia Militar, que será retomado e também com a Polícia Civil”, disse Iuri.

Balanço parcial da Autopista Fluminense
O balanço compreende o período de sexta-feira (08) até quarta-feira (13), quando foram efetuados 1.572 atendimentos a usuários para auxílio mecânico e socorro médico, entre outros, com pico de 360 ocorrências no sábado (dia 09). Do total de atendimentos aos usuários, 1.011 foram destinados a veículos com panes.

Durante o período, o Centro de Controle Operacional da Autopista Fluminense registrou 77 acidentes e 46 feridos — uma redução de 21% e 15%, respectivamente, na comparação com 2012, quando foram registrados 98 acidentes e 51 feridos. Este ano, houve três mortes no período, contra seis registradas durante o Carnaval de 2012 — uma redução de 50%.

Vale lembrar que o trecho de responsabilidade da Autopista Fluminense compreende da Ponte Rio Niterói até a divisa com o Espírito Santo. A operação segue até domingo (17).

Ururau

Ocorrências criminais marcaram o Carnaval na Região

Várias ocorrências criminais marcaram os quatro dias de folia na Região. Durante o Carnaval foram contabilizados cinco homicídios, sendo quatro em Campos dos Goytacazes e um no município de São Francisco de Itabapoana e outras tantas vítimas baleadas.

Só na Praia de Santa Clara, em São Francisco, duas ocorrências foram registradas, entre elas, uma troca de tiros que deixou quatro jovens feridos na noite do último domingo (10) na Avenida Oswaldo Rezende. Também no domingo, um policial militar foi baleado na região da axila na Praia de Grussaí, no município de São João da Barra.


A violência também não deu tréguas na segunda-feira (11) de Carnaval, onde uma mulher grávida de oito meses morreu minutos depois de dar entrada no Hospital Ferreira Machado (HFM). A vítima, de 19 anos, foi baleada próximo à comunidade Tira Gosto, no Bairro da Lapa, em Campos. Também na segunda, já no final da tarde, um rapaz, também de 19 anos, foi assassinado com cinco tiros na Vila dos Pescadores, em Farol de São Tomé.


De acordo com o comandante do 8° Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente coronel Jonei Sandenberg Pestana, o efetivo aplicado diariamente na área de atuação do 8º BPM, que consiste nos municípios de Campos, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis e São João da Barra, nos dias de Carnaval, foram de aproximadamente 350 policiais, somando o policiamento extraordinário e o policiamento normal que continuou realizando o patrulhamento motorizado.

“A Polícia Militar estava presente em Santa Clara e na Praia do Farol. Na ocorrência policial de domingo na Praia de Santa Clara, pessoas atingidas por Perfuração de Arma de Fogo (PAF) foram inclusive socorridas pela PM, tendo os policiais agido com equilíbrio, evitando o confronto num local cheio de cidadãos, onde uma reação policial poderia ter consequências desastrosas. Ressalto ainda que dois feridos foram identificados e se acusavam da autoria dos disparos, ficando internados no Hospital Ferreira Machado (HFM). O efetivo em Santa Clara foi reforçado, inclusive com operações e não houve mais problemas graves na 2ª e 3ª feira”, afirmou o comandante.

Ainda segundo Sandenberg, somente a ocorrência policial na Praia de Santa Clara teve ligação direta com o Carnaval, os demais foram fatos isolados, em locais que não tinham relação com eventos carnavalescos. Alguns crimes, de acordo com ele, podem ter relação com o tráfico de drogas e disputa entre rivais. “Estatisticamente cerca de 70% dos crimes tem relação com o tráfico de drogas, no entanto todos os crimes estão sendo investigados pela Polícia Civil”, ressaltou.

Com relação ao policiamento após os quatro dias de folia, o comandante comentou que o efetivo será direcionado para as áreas de maior incidência criminal, intensificando o patrulhamento, realizando operações, buscando o combate à criminalidade com a parceria da comunidade. “Pedimos sempre que a população utilize o disque-denúncia 2723-1177, para que com informações do local exato, modus operandi e características dos criminosos, possamos efetuar a prisão desses criminosos”, recomendou.

Ururau

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quatro rapazes são baleados atrás de trio elétrico na Praia de Santa Clara

Quatro rapazes foram baleados no início da noite deste domingo de Carnaval(10/02) na Avenida Principal da Praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana. As vítimas foram: Hugo Amaro Barreto, de 19 anos, foi atingido no tórax; Maycon Gomes Martins, de 16 anos, levou um tiro na perna; Davi Barcelos de Souza, de 22 anos, levou um tiro na boca e encontra-se em estado grave; Gilherme Brandão da Silva, de 17 anos, também levou um tiro na boca. Os quatro moram em Campos, sendo que os três primeiros residem no Parque Nova Brasília, e o último no Nova Canaã..

Houve muita correria e, além das vítimas, algumas pessoas se feriram após os disparos feitos na multidão. A Polícia ainda não sabe motivação do caso. Todos foram socorridos no Hospital Ferreira Machado(HFM). Mais detalhes a qualquer momento.


O Blog Do Júlio recebeu informações que mais três pessoas levaram tiro durante a madrugada próximo ao palco principal, e com isso a confusão e a correria foi generalizada.

Campos 24 Horas / Blog Do Júlio / Foto: Geovane Elias

Belas alegorias e falhas em carros marcam primeira noite do Grupo Especial do Rio de Janeiro

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial teve como destaques belos carros em que o branco dava o tom. No Salgueiro, por exemplo, a terceira alegoria (Baile de máscaras) era toda alva, com iluminação lilás ao fundo, e tinha como destaques estátuas vivas. Na Unidos da Tijuca, o terceiro carro (O navio fantasma) usava a mesma cor para lembrar a ópera do compositor Richard Wagner. Nele, havia um barco que balançava como um pêndulo, como se estivesse navegando. Mas, numa apresentação que não se destacou pelo brilho ou por sambas que caíssem na boca do povo e que não teve gritos de "é campeã", as agremiações lutam para não passar em branco na avaliação dos jurados.

Neste sentido, o Salgueiro saiu na frente, com um enredo sobre a fama que empolgou o público em vários momentos, mas não chegou a ser arrebatador. A Tijuca, por sua vez, contou com surpresas do carnavalesco Paulo Barros, mas pode ser prejudicada por problemas em carros alegóricos. Já a Portela, não tão cotada, correu por fora e levantou os foliões com o samba mais cantado da noite. Já a estreante Inocentes de Belford Roxo e a União da Ilha, que esteve oito anos no antigo Grupo de Acesso, e há quatro tenta se firmar no Especial, assim como a Mocidade Independente (que há nove anos não volta ao Desfile das Campeãs), estão numa batalha maior para se destacar.
Salgueiro trouxe para a avenida o enredo Fama
Segunda escola a desfilar, o Salgueiro até veio com fantasias luxuosas, mas - num enredo que bem poderia ter saído da cabeça de Paulo Barros — o que se viu foi uma escola leve e com muitos toques de irreverência, em fantasias e alas. Bom exemplo disto era o elemento cenográfico chamado de máquina lipoaspiradora, onde Carlinhos Coreógrafo, todo rebolativo, e Amenon (uma versão mais "fortinha" dele) eram literalmente os destaques. As assinaturas dos carnavalescos Renato e Márcia Lage ficaram mais evidentes em alas como Chão de Estrelas, em que carrinhos como naves espaciais traziam 21 integrantes em cadeiras de rodas e se transformaram em pontos altos. O abre-alas, chamado de Grande Angular, trazia uma enorme máquina fotográfica que jogava flash no público e bonecos gigantes que representavam seguranças mal-humorados. Já a comissão de frente era composta por paparazzi que fingiam fotografar personagens que estavam em uma imensa limusine.
Na Comissão de Frente da Tijuca, membros fantasiados de Thor mostraram truques com 'martelo voador'
Na sequência, a Unidos da Tijuca enfrentou graves problemas em seu desfile com os carros alegóricos. O abre-alas da escola do Borel bateu antes de começar o desfile, no Setor 1, e teve arrancada parte do revestimento do lado esquerdo, além de ter quebrado algumas luminárias. No carro da Floresta Encantada, mais problemas: alguns componentes da alegoria passaram mal e foram socorridos por bombeiros. Ainda na concentração, um integrante da Velha Guarda havia desmaiado e teve que ser retirado de maca. A série de transtornos acabou por atrapalhar a apresentação do enredo “Desceu num raio, é trovoada. O deus Thor pede passagem para mostrar nessa viagem a Alemanha encantada“. Durante todo o desfile, equipes de técnicos da escola se apressavam de um lado a outro para socorrer os carros com problemas. O carnavalesco Paulo Barros conferiu de perto os estragos, logo no início, no abre-alas. O público do Setor 1 que acompanhou boa parte dos apuros da Tijuca, aplaudia entusiasmadamente cada vez que os integrantes conseguiam reverter a situação.

Mas houve pontos altos. A esperada comissão de frente, coreografada por Priscilla Motta e Rodrigo Neri, recebeu muitos aplausos das arquibancadas. Os componentes vestidos de azul e branco, em um tripé, simulavam fazer um machado flutuar e, num trampolim, jogavam-se para trás, mas paravam no ar. Eles representavam Thor, o mais destemido dos deuses. Já o primeiro carro alegórico da Unidos da Tijuca representou o Reino de Odin, onde os deuses do trovão cumpriam suas missões e atravessavam a passagem entre o mundo dos deuses e o dos homens. O carro tinha um buraco que soltava fumaça e emitia barulhos alusivos aos ventos e rajadas de uma tempestade em ritmo de triller que correu o sério risco de atrapalhar a bateria e prejudicar o desfile, o que não chegou a acontecer. Neste buraco, em algumas partes do desfile, um homem era "arremessado". E, em uma ala que arrancou aplausos, os integrantes eram fatias que se juntavam para formar o bolo Floresta Negra, com direito a cerejinha em cima, representada por outros foliões.
A Portela ousou com o terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Fran e Roselaine
Na Portela, o destaque mesmo foram seus integrantes, que cantaram o samba-enredo “Madureira... Onde meu coração se deixou levar” com garra e empolgação. Ainda assim, não foi o suficiente para arrebatar aplausos calorosos do público. No abre-alas, a tradicional águia apareceu mais estilizada e com menos destaque que em anos anteriores. Como era de se esperar, o grito do símbolo da escola podia ser ouvido pela Sapucaí. O carro exalava perfume por onde passava, recurso que foi repetido na alegoria do Mercadão de Madureira. O carro "... É dia de Santo Sinhá" também tinha efeitos especiais. A saia de uma baiana gigante que representava Dona Esther Rodrigues, uma liderança religiosa da região, levantava-se, revelando um terreiro. Tocando tambores, os ritmistas fizeram um ritual de religiões africanas, onde a rainha de bateria Patricia Nery, que estava vestida da pomba-gira Maria Padilha, saudou os malandros. O público reagiu calorosamente.
Carro da Mocidade teve boneco de Stevie Wonder e o carnavalesco Chico Spinoza fantasiado de Elton John
Para apresentar o enredo “Eu vou de Mocidade com samba e Rock in Rio, por um mundo melhor”, a Mocidade trouxe paradinhas, acordes de guitarra e muitos passos de rock and roll. Logo atrás da bateria, estava um tripé que carregava o cantor Evandro Mesquita que tocava guitarra em alguns pontos da avenida. Na fase final do desfile, os 280 ritmistas, comandados pelos mestres Beréco e Dudu, fizeram a famosa paradinha e levantaram o público nas arquibancadas. Na abertura, a comissão de frente, coreografada por Jaime Arôxa, trouxe casais dançando o nostálgico rock dos anos 50 e 60. Mas houve alegorias que causaram estranhamento, como o quarto carro, “Construindo um mundo melhor”. A alegoria, que seria "uma visão poética da mobilização pela paz e preservação ambiental" tinha uma frente que mais parecia uma tromba de planta carnívora.
União da Ilha fez referência a Ipanema, célebre por receber Vinicius de Moraes
Comemorando seus 60 anos, a União da Ilha contou o enredo "Vinícius, no plural - paixão, poesia e carnaval', uma homenagem ao poeta Vinícius de Moraes. A agremiação até conseguiu empolgar o público no início, mas não manteve o ritmo apesar do samba-enredo de letra fácil. O segundo carro, "Pátria Minha — O Poeta", era uma grande homenagem ao Brasil, com componentes que levantavam a bandeira do país. A quarta alegoria, "Afrossamba — O Branco mais preto do Brasil", demorou a entrar na Avenida. Como saía fumaça da parte traseira, os bombeiros chegaram a fazer uma verificação e disseram se tratar de algo normal. Vinícius apareceu representado no tripé "Bossa Nova - O compositor". As fantasias, embora não tivessem o luxo de escolas com mais recursos, ajudaram a contar bem o enredo. A irreverência, uma das marcas da escola, esteve presente em várias alas, como a "Menino de Ilha". Os componentes vinham com balões e trajes de banho para adultos e roupinhas infantis inspiradas nos anos 20. A ala "As muito feias que me perdoem" tinha integrantes com maiô, toca de natação e um sol. Essa era também uma homenagem à banda de Ipanema. A “Patota de Ipanema”, com surfistas de topetes gigantescos e pranchas coloridas também era uma das mais engraçadas. Uma das alas mais bonitas foi a Valsa de Eurídice, que trouxe fantasia inspirada em uma ânfora grega em forma de vestido que retrata cenas inspiradas no mito de Orfeu.
Abre-alas da Inocentes de Belford Roxo mudou de cor ao passar pela Sapucaí
Com o enredo “As sete confluências do Rio Ham”, sobre os 50 anos da imigração coreana, a Inocentes de Belford Roxo também teve problemas com alegorias como a terceira (“Do porto de Busan ao Porto de Santos — o Tjitjalenka — a saudade e a esperança”), que empacou no setor 7. O último carro da escola de Belford Roxo (“Brasil oriente da folia” ) teve um problema para fazer uma curva e raspou a lateral na grade esquerda do Setor 1, danificando um pouco a lateral do carro. Já a sexta alegoria (“A fé refletida na paz de um olhar”) apresentava falhas de acabamento. Mas o quinto carro, o da Ciência e Tecnologia, trouxe um tigre com engrenagens mecânicas, representando os quatro tigres asiáticos, cujos urros que soltava pela avenida agradaram a arquibancada.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carnaval-2013/belas-alegorias-falhas-em-carros-marcam-primeira-noite-do-grupo-especial-7550669#ixzz2KbHgjFEY

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carnaval 2013: A difícil tarefa de ser jurado de escola de samba

Desfile do Porto da Pedra em 2012: “agremiação não conseguiu retratar o enredo”, justificou o jurado Bruno Chateaubriand sua nota 9,6 para Alegorias e Adereços
A regra é clara: no desfile das escolas de samba do Grupo Especial, qualquer nota menor que 10 (“Dez! Nota dez!”) tem que ser, obrigatoriamente, justificada. O mandamento, escrito no “Manual do julgador” — o livro distribuído aos jurados pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) —, ainda lembra que eles “devem se isentar de emoções e de paixões, exercendo, sempre, um distanciamento crítico”.

Foi baseado nesse preceito que o cenografista Marcelo Marques, de 43 anos, deu nota 9,4 às fantasias da Grande Rio no carnaval passado. Responsável por montar o cenário da peça “Sassaricando” e da ópera “Nabuco”, Marques — que é jurado há quatro anos — escreveu que as vestimentas da escola estavam “em absoluta confusão, sem nenhuma possibilidade de leitura, com todos os símbolos confusos”. A Grande Rio ficou em quinto lugar.

— É muita responsabilidade ser jurado — explica ele, que neste ano migrou para o julgamento de adereços. — Você se vê numa posição de avaliar um trabalho hercúleo, feito por milhares de pessoas que nem ganham muito bem. Tem muito afeto, muita coisa séria envolvida.

Além de Marques, a Liesa convida, a cada carnaval, 39 outros jurados para avaliar o desfile do Grupo Especial. O grupo, heterogêneo, é formado por arquitetos, publicitários, dramaturgos, cenografistas, cantoras, médicos, dentistas, literatos e Bruno Chateaubriand, que não se encaixa em nenhuma da categorias acima. Cada jurado recebe pró-labore de R$ 3 mil, CD com detalhes do enredo das escolas e manual em que se pede para que não leve em conta “a inclusão de qualquer tipo de merchandising (explícito ou implícito) em sambas-enredo”. A nota mínima é 9. As justificativas são veiculadas no site da Liesa algumas semanas após o Desfile das Campeãs.

É assim que se pode constatar o que o músico Bruno Rodrigues achou a respeito do samba-enredo sobre iogurte, levado à Avenida no ano passado pela Porto da Pedra. “No seu contexto geral não é tão trágico”, escreveu, não sem apontar, porém, que a letra era “muito simples, sem tratamento poético”.

Tito Canha, um dos mais antigos — e rígidos — no juri, foi adepto da linha dura. Sobre a dupla de mestre-sala e porta-bandeira da Renascer, escreveu: “Uma exibição marcada pela timidez. Pouco evoluíram e, quando o fizeram, guardaram considerável distância um do outro.” Completou de forma irônica: “Um fundamento básico do quesito não ficou evidente: o início, o meio e o fim do bailado.”

Já o engenheiro Paulo César Morato preferiu adotar tom filosófico. Ao analisar a comissão de frente da mesma escola — que homenageava o pintor Romero Britto — escreveu: “As cenas se sucedem em estado latente. O uso de cores como recurso metalinguístico não funciona a contento, resultando numa pueril justaposição de elementos.” Deu 9,7.

— Às vezes, pela riqueza de detalhes, o público não tem uma assimilação imediata. Ele não leu as páginas de justificativa de cada samba, como somos obrigados a fazer. Quando isso acontece, aponto os erros — diz a cantora Alice Serrano, de 51 anos, jurada há sete, que usou a palavra “tímida” para descrever a letra do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense no ano passado. — A dificuldade maior é não ser injusta. Procuro não olhar para o nome da escola — diz.

Marcelo Marques também diz ignorar qualquer pressão externa, principalmente no que diz respeito aos patronos das escolas:

— Juro que sempre fiz um esforço para nunca saber de histórias de bicheiros. E o presidente da Liesa é de uma lisura absoluta.

Embora a lista de jurados pouco tenha mudado nos últimos anos, polêmicas são corriqueiras. Em 2006, a Mangueira ficou em quarto lugar após ter o desfile taxado de “monótono” pelo jurado Lula Vieira (Vieira tirou cinco décimos da escola, exatamente o que a separou do primeiro posto, ocupado pela Imperatriz). Em 1999, Carlos Pousa deu 7,5 (nota até então permitida, mas ainda assim baixíssima) para a Mocidade após constatar um buraco na evolução de suas alas.

Dez anos antes, o prejudicado havia sido o carnavalesco Joãosinho Trinta. À frente da Beija-Flor, Trinta sentira-se prejudicado pelo voto de três jurados (que fizera a escola, mesmo num desfile tido como esplendoroso, contentar-se com a segunda posição).

Resolveu vingar-se, dentro das regras do carnaval. No Desfile das Campeãs, levou três bonecos vestidos de Judas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carnaval-2013/a-dificil-tarefa-de-ser-jurado-de-escola-de-samba-7537180#ixzz2KWnTlINm

Café: especialistas garantem os benefícios para quem vai cair na folia

O cafezinho de todos os dias é também uma excelente fonte de energia para os foliões neste Carnaval. Esse efeito de alegria e energia que o café proporciona vem de um dos seus principais elementos, a cafeína. Quando consumida em quantidade moderada, a substância tem seus benefícios já reconhecidos no mundo científico. A cafeína pertence ao grupo de compostos químicos chamados metil-xantinas, presentes em uma grande quantidade de alimentos, cerca de 60 espécies de plantas no mundo contêm esses compostos, como café, guaraná, cacau, chocolate e chás.

É justamente a cafeína que confere as propriedades características do café. As xantinas são substâncias capazes de estimular o sistema nervoso, produzindo um estado de alerta de curta duração. A absorção da cafeína no organismo é muito rápida, assim como a sua distribuição, passando rapidamente para o sistema nervoso central.

Existem pesquisas que atestam que o café apresenta ação antioxidante, atua no combate aos radicais livres e diminui os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. No cérebro, ela atua sobre os receptores de adenosina, exercendo ação inibidora que impede que ele aja como redutor da pressão sanguínea, da frequência cardíaca e da temperatura corporal, ou seja, fatores responsáveis pela sensação de sono. Efeito que sentimos, de outro modo, como aquela sensação de estímulo e disposição depois de uma xícara quentinha de um bom café.

Mas nem só de cafeína é composto o café. A bebida concentra diversos compostos benéficos, como vitaminas, sais minerais, aminoácidos e açúcares, como explica a pesquisadora do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Maria Brígida dos Santos Scholz, que desenvolve estudos de composição do café, com apoio do Consórcio Pesquisa Café. A pesquisadora cita o exemplo dos ácidos clorogênicos, melanoidinas, fenólicos e trigonelina, compostos que tornam o café uma bebida apreciada também por sua contribuição para a saúde. “O café concentra diversos componentes que têm diferentes funcionalidades no organismo”, destaca. Brígida ressalta a importância da torra a qual o café é submetido, “insistimos num processo de torra menos intensa, pois isso é determinante para que estes compostos contidos nos grãos permaneçam na bebida”.

O consumo regular de até quatro xícaras diárias ajuda a manter o corpo ativo, além de aumentar a sensação de bem-estar e humor. Isso porque a cafeína anula os efeitos da substância química, que causa o sono (adenosina), e otimiza os efeitos da microcirculação, que melhora o fluxo sanguíneo. O café contém de 1 a 2,5% de cafeína, que produz esse efeito estimulante.

Ururau

Mocidade Alegre e Gaviões da Fiel são destaques no segundo dia do carnaval em São Paulo

A Mocidade Alegre veio com o enredo "A sedução me fez provar, me entregar a tentação... Da versão original, qual será o final?"
Com desfiles bastante coloridos e corretos tecnicamente, as escolas de samba Mocidade Alegre e Gaviões da Fiel levantaram na madrugada deste domingo o público do Sambódromo do Anhembi, na capital paulista, e deixaram a avenida do samba como favoritas no segundo dia do carnaval de São Paulo. Em uma apresentação acompanhada de fogos de artifícios, a Gaviões da Fiel levou para a passarela a história da propaganda no Brasil, com o publicitário Washington Olivetto e o locutor Osmar Santos como destaques. A atual campeã do carnaval de São Paulo, que desfilou na sequência da Gaviões da Fiel, não deixou por menos. Com uma torcida animada, estimulada pelas paradinhas da bateria, a Mocidade Alegre abusou das plumas e tecidos e convidou a plateia a desfrutar os mais proibidos pecados bíblicos.
Carro alegórico 'assopra' papel picado por corneta durante desfile da Mocidade Alegre
Segunda escola de samba a desfilar na madrugada de domingo, a Gaviões da Fiel foi recebida com palmas, sinalizadores, assovios e gritos na passarela do samba. Com o enredo “Ser Fiel é a alma do negócio”, a agremiação ainda enalteceu os feitos do Corinthians no ano passado, quando ganhou o Mundial de Clubes e a Libertadores da América. Com 25 alas, uma delas composta por cadeirantes, a escola trouxe um carro alegórico em homenagem ao animador Chacrinha, onde, além de Olivetto, estava o goleiro Cássio, atual ídolo e ovacionado pela fiel torcida. Madrinha de bateria, a apresentadora Sabrina Sato também foi um dos destaques.

- Nossa intenção foi retribuir o que o Corinthians nos propiciou no fim do ano - disse o presidente da escola de samba, Antônio Alan Souza Silva.

O carro abre-alas da Gaviões representou o funcionamento de uma agência publicitária
Em um desfile sem falhas, a Mocidade Alegre convidou as arquibancadas do Sambódromo do Anhembi a refletirem sobre as fantasias criadas pelo homem para fugir da realidade. O enredo, uma viagem ao mundo da sedução e imaginação, levantou o público na passarela do samba e retratou contos e histórias presentes no inconsciente coletivo. A comissão de frente, uma versão sombria da história de Adão e Eva, fazia corte a um abre-alas no qual uma grande cobra oferecia ao público a maçã do pecado original. Em uma outra releitura bíblica, a segunda alegoria mostrava o paraíso como uma grande casa noturna, no qual os anjos ouviam walkman enquanto tocavam harpas. Nas alas seguintes, histórias do imaginário infantil foram lembradas, como Chapeuzinho Vermelho e Alice no País das Maravilhas.
Ala da Gaviões, que contou a história da propaganda em seu enredo
Em um show à parte, a bateria da escola de samba inovou com paradinhas curtas e longas. Com trajes verdes e roxos, os músicos se misturavam durante o desfile, dando aspecto de movimento à bateria da agremiação. Com uma corte de dançarinos de breakdance, a rainha Alice Oliveira ensaiou passos de hip hop e funk na passarela do samba e, levando ao pé da letra o posto que ocupa, tocou uma bateria improvisada em sua passagem pelo Sambódromo do Anhembi. Há onze na Mocidade Independente, ela conta que é pelo segundo ano consecutivo rainha e elogia o fato da escola valorizar nomes da própria comunidade

- Eu sou cria da escola e eu fico muito orgulhosa dela valorizar e priorizar nomes da comunidade. É uma honra estar à frente de uma bateria com a qualidade desta - afirmou.

Um enredo similar ao da Mocidade Alegre teve a Tom Maior, que falou do prazer. A comissão de frente ousou, provocando o público com peças íntimas rodadas no dedo e colocadas entre os dentes dos integrantes, além de um portal para o parque dos desejos. Um outro carro trouxe em suas paredes posições do Kama Sutra. Além disso, a escola lembrou de Vênus, a deusa do amor, na ala das baianas, e de Sigmund Freud, pai da psicanálise. Com passos do sucesso "Gangnam Style", a Vila Maria homenageou a Coréia do Sul e levou à avenida do samba cerca de 300 descendentes do país asiático. Com leques e plumas, a escola de samba lembrou da culinária exótica da nação, que inclui insetos, e nacionalizou a personagem coreana Pucca, representada com uma cesta de frutas na cabeça numa alusão à cantora Carmem Miranda.

Outra escola a colorir e empolgar o Sambódromo do Anhembi foi a Acadêmicos do Tucuruvi, que homenageou o centenário de Amácio Mazzaropi, completado em 2012. Com um desfile tecnicamente correto, a agremiação trouxe o circo, o rádio, o teatro e o cinema para a avenida do samba. Os destaques foram a comissão de frente formada por palhaços malabaristas e os carros alegóricos com sósias do humorista. O samba-enredo, cantado por boa parte do Sambódromo do Anhembi, citava vários filmes do eterno Jeca, entre eles "O Puritano da Rua Augusta" e "O Corintiano". Com um enredo sobre a cura, a Império da Casa Verde contou a história da medicina, relembrando os tratamentos desenvolvidos no Egito, na China e na África. A bateria da escola de samba, toda enfaixada em ataduras, chamou a atenção do público.

Com um enredo sobre as igualdades, a Nêne de Vila Matilde abriu o segundo dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi. Em 22 alas, a escola de samba pintou a passarela do samba de azul e dourado, as cores da agremiação, e contou a história de luta do povo brasileiro pela conquista da igualdade de direitos. As cinco alegorias representaram desde a chegada dos escravos ao país, passando pela Proclamação da República e chegando à conquista da Presidência da República por uma mulher. A ala que homenageou a presidente Dilma Rousseff foi formada por militantes do PT de São Paulo. No papel de Antônio Conselheiro, o diretor José Celso Martinez Corrêa foi um dos destaques da escola de samba, que recriou a Guerra de Canudos em pleno Sambódromo do Anhembi. A apresentadora Adriana Bombom, musa da bateria da escola de samba, foi uma das mais aplaudidas durante o desfile.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carnaval-2013/mocidade-alegre-gavioes-da-fiel-sao-destaques-no-segundo-dia-do-carnaval-em-sp-7541704#ixzz2KWYNejNd

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Rosas de Ouro e Vai-Vai mantêm favoritismo no carnaval de São Paulo

Rosas de Ouro e Vai-Vai mantiveram o favoritismo e levantaram as arquibancadas do Sambódromo do Anhembi, na capital paulista, na primeira noite de desfiles do carnaval de São Paulo. Em um desfile luxuoso, carregado em plumas coloridas e alegorias douradas, a Rosas de Ouro celebrou na avenida do samba as festas folclóricas de diferentes partes do mundo e fez uma apresentação harmônica e sem falhas. Com o enredo “Sangue da Terra, Videira da Vida”, a Vai-Vai contou a história do vinho e pintou de roxo e lilás a passarela, em um desfile repleto de celebridades e artistas. Nos minutos finais, a escola de samba passou sufoco com o relógio, mas acabou a apresentação dentro do prazo permitido: 65 minutos. As últimas alas e alegorias tiveram de acelerar o passo, o que poderá prejudicar o desempenho da Vai-Vai, durante a apuração do carnaval, no quesito evolução. A única escola a estourar o tempo máximo permitido, em um minuto, foi a Águia de Ouro, última a se apresentar.
O último carro alegórico da Rosas de Ouro, batizado de "Brasileiríssima", mostra as festas e eventos que acontecem no Brasil, como a Parada Gay, festas juninas e Bois de Parintins
A comissão de frente trouxe bailarinos, capoeira e uma homenagem ao Carnaval, além de um desfile colorido
Com o enredo “Os condutores da alegria, uma viagem aos reinos da folia”, a vice-campeã de 2012, a Rosas de Ouro, cobriu as arquibancadas de papel picado e de serpentina durante a sua passagem pela passarela de São Paulo. Em cada uma das alas, uma festa popular foi homenageada, entre elas, a tourada espanhola, a Oktoberfest alemã e o Saint Peter's Day irlandês. O carnaval peruano, conhecido como La Diablada Puneña, ganhou destaque em fantasias com chifres diabólicos e o Dia dos Mortos mexicano foi celebrado em carro-alegórico com gigantescas caveiras. As alegorias, cinco no total, levaram à passarela desde as festa milenares chinesas até as comemorações tribais africanas.

O último carro alegórico, uma homenagem às celebrações brasileiras, fez referências ao Festival de Parintins e à Parada Gay, com cinco drag queens como destaques. A musa da alegoria foi a transformista Salete Campari. Na concentração, antes de entrar na avenida, a Rosas de Ouro homenageou as vítimas no incêndio na boate de Santa Maria (RS). A rainha de bateria da agremiação, a atriz Ellen Roche, desfilou vestida de bailarina da guarda oficial da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e disse ter se emocionado com o enredo escolhido pela escola de samba neste ano.

— O meu coração ficou mais acelerado que a bateria. É sempre muita emoção desfilar pela Rosas de Ouro e acredito na vitória neste ano — afirmou.

A criação do vinho pelos gregos e a chegada da bebida ao Brasil foram contadas na avenida pela Vai-Vai, em um desfile que teve as participações do cantor Jair Rodrigues, da apresentadora Ana Hickmann, do maestro João Carlos Martins, entre outros. A comissão de frente, dirigida pelo ator Jarbas Homem de Mello, impressionou a platéia pela rápida troca de roupa em pleno desfile. Em um movimento simples, os bailarinos passavam da água (azul) para o vinho (vermelho) em questão de segundos. A namorada coruja do ator, a atriz Cláudia Raia, acompanhou a estreia do amado de um camarote.

— No começo, eu estava bem nervoso, bem ansioso. É a primeira vez que coreografo uma comissão de frente de carnaval. No final, deu tudo certo — comemorou.

Em cinco alegorias, a escola de samba iniciou o seu desfile pelo consumo do vinho em civilizações antigas, passou pela representação religiosa da bebida e finalizou pelo uso destinado à diversão. À frente da bateria, João Carlos Martins ajudou a conduzir o batuque e a rainha Camila Silva empolgou o público. Com problemas na fantasia, a também rainha da Mocidade Independente de Padre Miguel deixou os seios à mostra em mais de uma oportunidade, mas nem assim perdeu o rebolado. Como o personagem bíblica Noé, Jair Rodrigues foi um dos mais aplaudidos no primeiro dia de desfiles.
Casal de mestre-sala e porta-bandeira mostram fantasias luxuosas em desfile da Vai-Vai
O carro abre-alas da Vai-Vai, que desfilou um enredo sobre vinhos brasileiros
A X-9 Paulistana, escola campeã em 1997 e 2000, falou da diversidade e levou para a avenida um carro alegórico LGBT. A escola teve, entre suas beldades, finalistas do concurso Miss Bumbum Brasil dos últimos dois anos, além de Rita Cadillac. Camila Vernaglia, terceira colocada na competição de 2012, desfilou com fantasia inspirada em Luma de Oliveira. Já a rainha de bateria, Rosemeire Rocha, sambou grávida de oito meses, após autorização médica, mas teve de moderar no rebolado e diminuir o salto. Ao fim do desfile, um dos integrantes da escola teve uma parada cardíaca e foi reanimado por socorristas, antes de ser levado ao pronto-socorro.

Com um dragão que cuspiu fumaça e serpentina na avenida, a Dragões da Real levou o Sambódromo do Anhembi de volta à Idade Média. Sob chuva forte, a escola de samba contou a história dos monstros mitológicos, símbolo da agremiação. Nas alas, castelos, armaduras e donzelas desfilaram entre representações da grande fera. Os desenhos animados e filmes infantis que fazem referência a dragões também ganharam espaço na avenida, como Dragon Ball Z, Harry Potter e Caverna do Dragão.

O primeiro dia de desfiles teve início sem chuva, após uma tarde com precipitação moderada, e com a Acadêmicos do Tatuapé, escola de samba da que voltou à elite do samba paulistano este ano. A agremiação homenageou a sambista Beth Carvalho, que não compareceu ao desfile por problemas de saúde. A cantora, no entanto, foi representada por uma sobrinha e pela amiga Leci Brandão, que esteve à frente da escola, após ter sido homenageada pela agremiação no ano passado.

— Foi muito emocionante. Uma grande alegria, novamente — declarou Leci Brandão.

Dentre as novidades levadas à avenida pela escola, o rei de bateria Daniel Manzioni chamou a atenção do público presente. A escola ainda contou com Dani Sperle, musa da escola, e Tainá Santos Souza, musa da bateria.

O ator, escritor e compositor Mário Lago foi outro grande homenageado da noite, pela Mancha Verde. O desfile, que teve a rainha de bateria Viviane Araújo como uma das atrações, contou até com um integrante fantasiado de estátua viva do ator. Outro destaque ficou por conta da chuva de papel laranja picado junto ao carro abre-alas. Com o enredo "Mário Lago: um homem do século XX", a escola levantou muitos presentes ao sambódromo. Parte das arquibancadas, coloridas de verde e branco, também lembrou um dos ídolos da história do Palmeiras, o goleiro Marcos.

Amanhecia em São Paulo quando a Águia de Ouro, última escola a se apresentar no primeiro dia de desfiles, trouxe para a avenida a história do sambista João Nogueira. Com integrantes e o que restou do público no sambódromo bastante animados, um dos destaques do desfile foi Diogo Nogueira, filho do homenageado e um dos autores da letra do samba-enredo. A rainha de bateria da escola Cinthia Santos, outro destaque, perdeu parte da "asa" da fantasia e desfilou boa parte do tempo sem o adereço. A escola completou o desfile em 66 minutos, um acima do tempo máximo permitido, e perderá pontos na apuração dos votos.

O carnaval paulistano continua a partir do fim desta noite com os desfiles de Nenê de Vila Matilde, Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre, Tom Maior, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tucuruvi e Império de Casa Verde, pela ordem.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/carnaval-2013/rosas-de-ouro-vai-vai-mantem-favoritismo-no-carnaval-de-sp-7535906#ixzz2KQdPcn4m

Acadêmicos do Status e o Bloco Império Sanfranciscano abriram Carnaval 2013 em São Francisco

A Escola de Samba Acadêmicos do Status, Bloco Império Sanfranciscano, Bloco Amigos da APAE e Bloco Marreco Doido abriram, oficialmente, o Carnaval 2013 em São Francisco, nesta noite de Sexta-Feira(09).
A população e os turistas marcaram presença
Por volta das 21 Horas, o Bloco Amigos da Apae, passou pela Avenida Edenites Viana, iniciando os desfiles..

A Escola de Samba Acadêmicos do Status entrou na Avenida já na madrugada de Sábado, com o Samba-Enredo enfatizando o atual prefeito de São Francisco de Itabapoana, Pedrinho Cherene, e as belezas de nossa cidade. Confira, abaixo, as fotos:
Carnavalesco Josuel Albernaz
Logo em seguida o Bloco Marreco Doido desfilou.

E por fim, o Bloco Império Sanfranciscano fechou a noite de desfiles com um Samba-Enredo sobre a Capoeira, inclusive uma das Alas deste desfile foi uma apresentação desta dança desenvolvida no Brasil por descendentes de escravos. Confira as fotos:
Depois dos desfiles houve apresentação de Jorjão e Banda.                                      

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Bancos retornam às 12h da quarta-feira de cinzas

Os bancos não terão expediente nos dias 11 e 12 de fevereiro, em função do feriado de carnaval, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Na quarta-feira (13), as agências abrirão às 12h.

As contas de consumo e os carnês com vencimento nessas datas poderão ser pagos no primeiro dia útil após o feriado (13), sem acréscimo. A população ainda pode utilizar os meios alternativos de atendimento, como os caixas eletrônicos e a internet. A Febraban lembra que, normalmente, os tributos vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados.

Os clientes também podem agendar nos bancos o pagamento das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios caixas automáticos ou em correspondentes bancários. Os boletos de clientes cadastrados como “sacados eletrônicos” poderão ser agendados ou pagos por meio do débito direto autorizado.


Campos 24 Horas
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